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Alguns indicadores típicos de problemas inter-relacionais a serem abordados num processo terapêutico seja familiar, casal ou individual:
A falta de entendimento em vários temas cotidianos, no qual as discussões e/ou brigas parecem que só agravam a situação e nunca se chega a ponto algum.
Falta de vontade de levar adiante os projetos de vida e de cuidar de si.
As crianças manifestam rapidamente suas insatisfações, em alguns casos extremados, podem se mostrar: poderosas ou apáticas, descuidadas (acidentes) ou zelosas (cuidam dos adultos), aplicadas ou displicentes com os estudos... Enfim, elas apresentam sinais de que algo não está certo.
O ambiente em casa é pesado, parece que ninguém se importa com ninguém, só falam das coisas ruins do outro e um tom acusatório permeia as conversas.
No casal a diminuição da cumplicidade, do desejo sexual, do romance, etc. As trocas de idéias sobre sonhos e sentimentos não ocorrem mais. A energia se esvai na procura do amor, aprovação, reconhecimento ou nas brigas pelo "outro" não ter provido algo.
No casal permeia o sentimento de interdição às preocupações individuais, os "eu's" que compõe o casal não existem e o "nós" está mais para um "sufocante nó" dadas as fortes exigências mútuas. Impossibilitados de mudar, só vislumbram soluções extremadas seja de intensificarem a união (apertar o nó - cobranças, regras rígidas, etc.) ou de se isolarem (se afastam ou rompem a relação).
Há pouca ou nenhuma diversão conjunta e, também, perda da espontaneidade quando estão juntos. Fica um sentimento de que é melhor estar com outras pessoas ou outros familiares do que com a própria família ou com o companheiro(a). Enfim, uma impressão que todos estão evitando de se encontrarem: os filhos estão sempre nos amigos e ele(a) fica mais tempo na casa dos país do que na própria casa.
Certamente existem fases em que os conflitos são mais emergentes. Os tópicos acima são para auxiliar a reconhecer se há uma contínua piora, que demande de auxílio, ou se só foi uma fase passageira.
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