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A maioria dos psicólogos e psiquiatras, em suas atividades clínicas, não se deparam com a figura desse louco como é comumente referido. A figura dantesca que enquanto bate a cabeça na parede, vocifera, chora e ri, em muito difere do cliente regular dos consultórios psicoterápicos.
Os clientes típicos possuem problemas a serem resolvidos como: ansiedade, tristeza, conflito, crises, angústia, traumas, utilização de droga, hiperatividade, depressão, briga na família / conjugal, incerteza constante, manias, compulsões e outras particularidades que desejam lidar melhor.
Nos estudos sobre terapias, quanto a sua necessidade na sociedade, se nota que algumas de suas funções são: auxiliar o indivíduo a se conhecer melhor, fazer mudanças, estimular a reflexão, organizar o pensamento, se adequar a determinadas exigências sociais, lidar com o sentimento de segurança, aceitar-se e ser reconhecido.
O que se nota, na prática clínica, é que muito dos problemas pessoais, familiares e conjugais estão ligados as formas que as percepções e relações se estabeleceram e se consolidaram ao longo dos anos. Nos processos terapêuticos se busca, entre outros elementos, a ampliação das possibilidades de interagir, encontrar soluções para os problemas que a vida impõe, sair da solidão, modificar certos modos automáticos que a vida assume, superar crises, enfim: ter coragem para mudar...
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